O Eu e o Narcisismo.

No livro Introdução ao Narcisismo, Freud discorre sobre os dois tempos do narcisismo. Em um primeiro momento, a criança volta sua energia para si. Se tudo ocorrer bem, na segunda fase, ela desloca sua energia para “objetos” externos, como pais, irmãos e amigos, desenvolvendo, com isso, a capacidade de amar e ser amado. Todavia, se algo der errado na primeira etapa, a criança fixa seu investimento apenas em si. Por consequência, poderá ser uma pessoa que busca a aprovação do outro durante toda a vida, tendo dificuldade de estabelecer relações empáticas. 

Na atualidade, comportamentos tidos como narcisistas são difundidos como ideais, sendo frequentemente reforçados como estilos de vida de sucesso. Na era das relações digitalizadas, o ‘eu’, é tido como um objeto de consumo e desejo, que precisa estar envolto em uma bela embalagem para sair na frente e mobilizar mais olhares atenciosos e desejantes, em um investimento narcísico insaciável. 

Essa busca por aprovação constante pode levar o individuo a um ciclo interminável de dor e sofrimento, pois a fonte de investimento é externa e se esgota. Contudo, ao equilibrarmos o investimento narcísico, desenvolvemos uma boa autoestima, autoconfiança e amor próprio, sem essas capacidades, construímos relações superficiais e estéreis, onde a qualquer corte de energia externa, ficamos sem “luz”.

Para mais desenvolvimentos equilibrado narcisicamente, fico a disposição para marcar uma sessão.

Deixe um comentário